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Few days on land

Um retrato do dia-a-dia de uma jovem de viagens quase sempre musicais e nem sempre coloridas.

Uma música, três versões: "If I Could Change Your Mind"

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Lançada em 2014, "If I Could Change Your Mind" figura ao lado de faixas como "Forever", "Don't Save Me", "Falling" ou "The Wire" no álbum de estreia da banda Haim, Days Are Gone (2013). Em entrevistas de promoção ao disco, as irmãs Haim revelaram que o tema, escolhido como quinto single de apresentação do álbum, foi escrito num dia, quando estavam em gravações com James Ford (que já trabalhou com bandas como Arctic Monkeys). A letra está relacionada com as escolhas e as dúvidas que o término de relações amorosas implica: "visions of our love pass right by me/ your eyes are enough to remind me/ If I could change your mind/ I would hit the ground running". A banda americana de pop rock tem vindo a ganhar bastante notoriedade desde então e as versões às suas músicas multiplicam-se. Para além do original, gostei de uma versão tocada ao vivo pelos Prides e de outra rica em harmonias da responsabilidade dos The Shadowboxers.

 

 

Versão original

 

 

Versão electrizante e ao vivo

 

 

Versão das harmonias

 

 

Qual foi a vossa preferida? Conhecem outra versão desta música de que gostem mais?

Uma música, três versões: 'Talk is cheap'

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Nicholas James Murphy é hoje mais conhecido por Nick Murphy apenas. Antes do australiano Nicholas adoptar uma short version do seu nome era Chet Faker. E foi enquanto Chet Faker que compôs "Talk Is Cheap", uma das mais famosas e aclamadas faixas do músico e o primeiro single do seu disco de estreia, "Buil on Glass". O disco foi lançado em 2014 e sucedeu ao EP "Thinking in Textures", responsável pelo burburinho que começou a formar-se em volta do então Chet Faker, principalmente pelas canções "I'm Into You" e "No Diggity" (se bem que a minha favorita desse registo é a "Cigarettes and Chocolate"). Mas, voltando a "Talk Is Cheap", obviamente que a atenção que a faixa ganhou desde 2014 levou outros intérpretes a tocar diferentes versões da música. Para além da música original de Nick Murphy, substancialmente electrónica, ouvi duas covers interessantes: uma corresponde ao estilo R&B e a outra é mais pop

 

Original

 

R&Bonita

 

POPularizada

 

Qual versão preferem? Conhecem outra versão desta música que prefiram? Fico à espera do vosso feedback.

Uma música, três versões: 'Animal'

Quem aqui conhece Miike Snow? Hoje resolvi dedicar a rubrica Uma música, três versões a uma das minhas músicas favoritas, 'Animal'. Não é recente, não se tornou o maior hit de todos os tempos (e eu até agradeço) mas pode ser a música mais conhecida da banda. 

A versão original é magistral e a música interpretada ao vivo podia até aparecer como uma das melhores versões já produzidas porque a diferença entre ambas é impressionante e digna de destaque, considerando principalmente esta actuação. No entanto, decidi dar espaço a outros artistas que fizeram um bom trabalho com a música e que, de certa forma, tornaram-na sua por breves minutos. Esta será sempre uma das melhores de Miike Snow mas quanto às versões, temos uma versão mais ritmada, construída pelos BORAJ, que me impressionou pelo arranjo instrumental do original e uma versão criativa, da Camila. Garanto que vão perceber o porquê de ser criativa assim que começar o vídeo. 

 

VERSÃO ORIGINAL

 

VERSÃO RITMADA

 

VERSÃO CRIATIVA

 

O que acharam?

Uma música, três versões: 'Time Is Running Out'

Os Muse vão estar em Portugal. Mais uma vez. Será a sua milésima incursão pelo país e a centésima visita aos festivais de verão portugueses. Uma boa notícia para os fãs da banda, uma notícia não tão agradável para aqueles que preferiam ouvir outra coisa qualquer. Não pertenço a nenhuma destas categorias, mas a verdade é que tinha alguma curiosidade em ver um concerto da banda, ao vivo e a cores. Daquilo que vejo nas transmissões de festivais internacionais, dão um bom espectáculo, com muita energia. E música também é isso, a performance em si. É uma pena não poder ser este ano mas a julgar pelas frequentes vindas dos britânicos a Portugal, este Maomé não precisará de ir à montanha, se é que me entendem. 

 

Tal como são numerosos em concertos, os Muse também têm uma avultada quantidade de seguidores e, consequentemente, músicos (e aspirantes a) que se apropriam das suas canções para tentar fazer diferente e, ao mesmo tempo, melhor. Sim, não enganemos ninguém... É claro que a maior parte das covers têm por base o gosto do intérprete pela música em questão, mas também pode "ler-se" nesta acção, a ideia de que quem está a produzi-la acreditar ter algo a acrescentar à versão original. De outra forma, todas as covers seriam meras sessões de karaoke. E acho que tenho provado que isso nem sempre é verdade com esta rubrica.

 

'Time is Running Out' é um dos grandes êxitos da banda e embora não tenha uma grande montra de versões pela internet fora, encontrei duas que merecem destaque: uma delas é cantada por um português, outra é parte de uma mistura com 'Supermassive Black Hole', outro tema com sucesso estrondoso dos britânicos. A não perder, no dia 9 de Julho, no palco principal do NOS Alive'15 (bilhetes esgotados, quer dizer alguma coisa...)!

 

VERSÃO ORIGINAL

 

VERSÃO COM MASHUP (junção de duas ou mais músicas de determinado músico/banda ou uma combinação de diferentes autores)

 

VERSÃO TALENTO PORTUGUÊS

Uma música, três versões: 'Wildest Moments'

Jessie Ware voltará a pisar palcos portugueses a 9 de Julho, no NOS Alive'15. Depois de Devotion (2012), o seu primeiro álbum, a cantora traz Tough Love (2014) - o segundo - para ecoar pelo Passeio Marítimo de Algés. O álbum tem contribuído para manter o buzz gerado em redor da britânica e que provocou o boom que espalhou a sua música pelo panorama musical internacional e, de forma exponencial, pelo nacional. De outra forma não actuaria no Palco Heineken. Palco secundário que, ainda assim, é pequeno para o tão grande talento de Jessie Ware.

 

Não gosto de incluir esta artista num dos géneros musicais já "desgastados", como o pop, o rock ou mesmo o alternativo. Isto porque acho que o estilo da Jessie é muito particular: gosto de lhe chamar contemplativo. É uma "cena" à parte de rótulos banais, estão a ver?

 

'Wildest Moments' é um dos grandes hits da cantora, porém já antigo. Hoje em dia também é difícil nomear uma canção que não tenha tido impacto musical um pouco por todo o mundo (o seu êxito tem aumentado particularmente na Europa). 'Wildest Moments' foi lançado como terceiro single do 1.º álbum mas, se ouvirem com atenção, a letra faz sentido tanto em 2012 como certamente fará em 2046. Encontrei duas versões bem diferentes desta música: uma daquele que é já considerado o "Rei das Covers", o-que-canta-de-tudo-Howard; outra de uma banda ainda com pouca expressão mas cuja carreira pode comparar-se a um conjunto de montanhas - russas e de outas nacionalidades - ou não fossem eles um parque com tema, digamos para simplificar. 

 

VERSÃO ORIGINAL

 

VERSÃO ROCK

 

VERSÃO ELECTRÓNICA

 

Eu gosto de ambas, embora seja impossível alcançar o original. E vocês, o que acham?  

Uma música, três versões: 'Feels Like We Only Go Backwards'

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Os Tame Impala regressam a Portugal a 20 de Agosto para tocar no segundo dia do Festival Paredes de Coura de 2015. Os fãs da banda voltam a ser presenteados com a presença da banda em Portugal depois de no ano passado esta ter marcado presença no primeiro dia do Super Bock Super Rock. Os Tame Impala são, aliás, uma das bandas mais requisitadas pelos responsáveis dos festivais portugueses anualmente visto que também em 2013 tinham actuado no nosso país, mais uma vez num palco principal, desta feita no Optimus Alive (concerto documentado em imagem e texto aqui). Isto só pode querer traduzir-se numa palavra: qualidade. Esta banda tem muita qualidade.

 

É difícil fazer uma cover de Feels Like We Only Go Backwards que vença a versão original. Uma breve pesquisa no Youtube mostra-nos que muitos se aventuraram e poucos conseguiram aguentar a pressão. Não há muitas versões que valha a pena ouvir e continuo a preferir a música original. Ainda assim, importa ouvir a versão do Príncipe do Rock e a versão acústica no feminino, que não desiludem.     

 

VERSÃO ORIGINAL

 

 

A VERSÃO DO PRÍNCIPE DO ROCK, BABY

 

A VERSÃO ACÚSTICA NO FEMININO