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Few days on land

Um retrato do dia-a-dia de uma jovem de viagens quase sempre musicais e nem sempre coloridas.

Estas palavras que me prendem #4


Estive

 

Não estou.

Sincera no meu silêncio, viajei.

Seguindo os teus passos, secretamente,

Procurei a pessoa que só existiu a teu lado.

Olhava o horizonte a cada segundo

Mas em nenhum deles houve mudanças.

Como disse, viajei.

Depois de percorrer um interminável trilho

Estava, por fim, a um passo de ti.

Queria seguir em frente

Mas algo me impedia.

Uma nuvem negra sustinha o meu andar

Afastando-me do nosso destino.

Perdi-me sem deixar de saber onde te encontrar.

Sozinha, ouvi a razão.

Afinal podíamos ser equilibrados

Só não podíamos estar juntos.

Incompleta, fugi de nós.

Com o reencontro desfeito

Decidi nunca olhar para trás.

Se um dia voltares, não estarei.

 

 

                                                                   Joana Pires

XVIII Gala dos Globos de ouro

Embora siga anualmente as galas dos Globos de Ouro transmitidas pela SIC, no próximo ano irei pensar duas vezes. Na minha opinião, aquela que deveria ser uma gala de premiação nacional começa a tornar-se mais um desfile. Nesta altura em que o país atravessa uma grave crise económica, acho um desperdício que o foco não seja o o talento que Portugal tem "para dar e vender". Felizmente, não precisamos de passar muito tempo a falar/analisar vestidos caros, muitas vezes de marcas internacionais, mas infelizmente são esses que têm ocupado mais "tempo de antena" no antes e no depois das galas. Ainda assim, este ano, posso destacar quatro pontos positivos do que se passou pelo Coliseu dos Recreios.

 

1 - Falando da entrega dos Globos... Não sei porquê mas começo a achar que ganham sempre os mesmos ou os que dá mais jeito que ganhem. No entanto, destaco os que, para mim, foram entregues justamente: o Globo de Ouro de Melhor Actor de Cinema, entregue a Nuno Lopes e o Globo de Ouro de Melhor Desportista Masculino, entregue à dupla de canoístas Emanuel Silva e Fernando Pimenta. A plateia não pareceu ficar muito convencida mas não percebo porquê. Depois de conquistarem a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2012, coisa que atletas (supostamente) mais cotados não conseguiram, mesmo tendo mais apoios e clubes a apoiar todos os seus gastos, Emanuel Silva e Fernando Pimenta conquistaram também, no dia 18, uma medalha de prata em K4 1.000 e, ainda durante o dia de ontem, a medalha de ouro em K2 na Taça do Mundo de Canoagem. Um prémio mais do que merecido para uma dupla muito querida da vila de Ponte de Lima.

2 - O humor. Sou uma admiradora do trabalho do humorista Cesar Mourão e acho que ele esteve, mais uma vez, perfeito na caracterização e interpretação daquela velhinha tão simpática e que estava encantada com o nosso "Hot Jesus" de seu real nome Diogo Morgado. Se há pessoas que são pagas para se rirem durante a gala, só não se riam por obrigação quando a velhinha voltava. Para quem não viu aqui ficam alguns desses momentos:
3 - Música portuguesa. Durante a gala os artistas nomeados para o Globo de Ouro de Melhor Música actuaram e deram espectáculo. Todos eles foram muito bons e mostraram que ainda há quem cante muito bem ao vivo, sem precisar de playback para mostrar a excelente música que se faz em Portugal. O Globo foi ganho por Ana Moura. A entrega não foi das mais injustas e não o seria mesmo que fosse entregue a qualquer das outras três músicas. Mas, na minha opinião, o Globo devia ter sido entregue ao Richie Campbell pela forma como interagiu com o público, conseguindo que todos cantassem o refrão de "That's How We Roll". Aqui fica o momento em que actuou:
4 - Música estrangeira. Jamie Cullum trouxe um brilho especial do Coliseu dos Recreios com o tema "Everything you didn't do". Um grande momento! Não encontrei registos do momento em vídeo mas aqui fica o videoclip oficial de uma música muito bem conseguida.
O momento menos conseguido de toda a gala foi a espécie de novela "Avenida Portugal". 
Para o ano há mais, mas depois desta gala não sei se será para todos os portugueses.

Visitar a Índia sem sair de Lisboa

No último fim-de-semana visitei o Lost In Esplanada Bar, no Príncipe Real, em Lisboa. Conheci este espaço através da página de facebook do mesmo e, desde a primeira imagem, fui conquistada pela decoração, pelas cores e pelo menu, tipicamente indiano. O Lost In é composto por duas salas diferentes, uma para almoços/jantares e outra que é uma espécie de jardim/miradouro, com bebidas e comidas mais ligeiras. Infelizmente, não fui a única a gostar deste espaço e quando lá cheguei, não havia lugares na sala de almoços/jantares, sendo que os empregados já estavam a aceitar nomes para a lista de espera. Os meus planos não me davam a oportunidade de esperar e então dirigi-me para o bar,  uma esplanada nas traseiras do restaurante.

 

Se o espaço parece bonito através das fotografias, ao vivo é absolutamente encantador. As cores, a simplicidade do local, a paisagem como "pano de fundo", as flores e a música zen fascinaram-me. Basicamente, a ideia que tenho sobre a Índia materializou-se num só lugar. Fantástico.

Na verdade, o atendimento podia ter sido mais simpático mas a eficiência e a qualidade da comida suplantaram essa falha. Sim, a comida estava muito bem servida e, embora não tenha sido um verdadeiro almoço indiano, teve esse sabor. Nesta esplanada é possível pedir mantas (há muitas à escolha e bem coloridas também) caso esteja mais frio ou vento.

 

Detalhes da esplanada:

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A paisagem lisboeta lá ao fundo:

 

 

A comida (com traços indianos):


Prato Principal: Batido de manga + Tosta de frango e tomate, ambos grelhados, e molho de especiarias, com salada de alface.

 

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Sobremesa: Tártaro de chocolate com molho de romã (uma espécie de bolo que de bolo tem pouco porque é praticamente pepitas de chocolate com chocolate de tablete aos quadrados pequenos... maravilhoso! E o molho de romã muito bom também!) Para não falar na apresentação da sobremesa, ao estilo gourmet, que me agradou bastante.
 

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Não fosse a grande ventania e ficava a morar por lá :)  (talvez devesse ter pedido uma das mantinhas!)
Quem quiser pode fazer uma visita virtual ao espaço aqui. Na porta ao lado do restaurante existe ainda uma loja de roupas e acessórios, tudo tipicamente indiano. Não é difícil encontrá-la... difícil é visitar as cerca de 7 divisões da loja e não querer comprá-la tornando-a o nosso guarda-roupa (para fazer a visita virtual clique aqui).
 

Ouvi dizer que os Globos de Ouro deste ano vão ter um momento "indiano" neste espaço mas não podia perder a oportunidade de apresentar o local antes da SIC :)

 

Shanti Shanti