Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Few days on land

Um retrato do dia-a-dia de uma jovem de viagens quase sempre musicais e nem sempre coloridas.

Só para ficar esclarecido...

Penso que já todos sabem a que me refiro se falar no Caso Quaresma (quem não sabe pode ver o acontecimento neste post em que falei sobre o assunto). Ora bem, a discussão gerou-se em redor da questão "Será que este incidente vai condicionar a chamada de Ricardo Quaresma à Seleção Nacional de Futebol?". Na minha opinião devia, mas Paulo Bento já disse que não. Agora, vamos esclarecer um pequeno pormenor das declarações do selecionador nacional, relacionado com a coerência do discurso... Paulo Bento disse:

 

"Nesse caso concreto, esse episódio não terá qualquer tipo de influência na minha tomada de decisão. Essa será com base em jogadores que, sobre o ponto de vista técnico-tático e sobre o ponto de vista emocional, possam corresponder a todas as dificuldades que vamos encontrar nesta fase final".

 

Se bem percebi, Paulo Bento irá decidir quais os jogadores que vão ao Mundial do Brasil de acordo com a sua qualidade técnico-tática e emocional. Não podia concordar mais. Mas depois, acho que as expressões "ponto de vista emocional", "corresponder a todas as dificuldades" e "fase final" comprovam a teoria de todos os que defendem que Quaresma não deve ser chamado à seleção porque cria momentos que estavam destinados a não ser nada, faz uma tempestade num copo de água... Atribuam-lhes a expressão que quiserem! A verdade é que se ele se lembra de fazer uma cena destas no Mundial, em casa do nosso "país irmão", terá que estar disponível para ouvir as críticas que vão chegar de todo o Mundo e não reagir como fez depois do incidente no final do jogo do Porto com o Nacional da Madeira e chamar quem o criticou de ignorante. Era bom que alguém pensasse que caso isso aconteça as críticas vão dirigir-se também a Portugal, a todos nós portugueses e Portugal não precisa e não tem de ficar mal visto por causa do futebol.

Espero que Quaresma não seja convocado mas se for ao menos ofereçam-lhe um workshop de boas maneiras. Aliás... um mês de workshops! É melhor... 

Uma música, três versões: "Get Lucky"

Já aqui falei do que um cover carregado de originalidade pode fazer por uma música. Mas no post Uma música, três versões anterior falei no caso de uma música que não é das melhores na sua forma original, por isso agradece-se o cover. Mas, e quando a música é interessante e tem qualidade originalmente? Um cover nunca poderá ser melhor? Esta resposta vai depender do que vocês acharem das versões que partilho convosco. Mas a minha resposta, mais uma vez, é que um cover pode mudar completamente uma música, atribuir-lhe um outro espírito, outro estilo. Na minha opinião isso aconteceu com estas versões de "Get Lucky", dos Daft Punk (o hit do Verão passado e, já agora, aquele que me parece que se irá manter como um hit no Verão de 2014), mesmo que o original se mantenha uma autêntica obra de arte.

 

O original

 

A versão indie

 

 

A versão talento

 

Sublime!

A todos os que estiverem pelo Norte não percam esta sublime interpretação de Diogo Infante (com não menos sublime música de João Gil!), em cena no Teatro Nacional de São João até ao dia 13. A "Ode Marítima" não podia ter sido interpretada de melhor forma.  Se Álvaro de Campos tivesse existido fisicamente seria exactamente assim. Sem mais, nem menos. Mas a alma, que ele teve e que lhe foi entregue pelo génio da literatura portuguesa que foi (e sempre será) Fernando Pessoa, esteve no São Luiz e viajará agora até ao Porto. E foi bom poder dizer isso pessoalmente ao actor: que representou em palco o Álvaro de Campos que sempre imaginei. Repito: sublime!

 

 
O vídeo apenas mostra uma (muito) pequena parte do espetáculo. Se gostaram deste excerto, imaginem o que poderão achar de toda a interpretação no São João. Assim que o espetáculo regressar a Lisboa, aí vou eu de novo. Vale a pena!

Pág. 5/5