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Few days on land

Um retrato do dia-a-dia de uma jovem de viagens quase sempre musicais e nem sempre coloridas.

Festival Marés Vivas 2013: os concertos / Marés Vivas Festival: the concerts

 Orelha Negra: a surpresa da noite! 
 Orelha Negra: the surprise of the night!
Não conhecia muito os sons dos Orelha Negra mas fiquei fã. Foram, na minha opinião, a surpresa da noite por provavelmente serem a banda que menos pessoas "trouxe" ao festival mas aquela que mais fãs ganhou com o seu espectáculo. As experiências musicais combinam o Hip-Hop, o Funk numa música urbana e instrumental de grande qualidade. Definitivamente mais uma bela surpresa da música portuguesa, mais uma banda a seguir e apoiar. Gostei particularmente que tivessem incluído na setlist algumas misturas feitas a partir da música dos Mind da Gap.
Aqui fica um pormenor do jogo de luzes durante o concerto:

I didn't know much about Orelha Negra work but I became fan. They were, in my opinion, the surprise of the night since it was probably the band that fewer people came see at the the festival but the one that won more fans with their show. The musical experiences combine Hip-Hop, Funk in an urban and instrumental music of great quality. Definitely a beautiful surprise of Portuguese music, another band to follow and support. I especially liked that they included on the setlist some mixtures made from Mind Da Gap music.

Here is a detail of the lights during the concert:

 La Roux: o electro pop renovado

 La Roux: the renovated electro pop

Quem acompanha o blog já sabe que os La Roux são uma das minhas bandas favoritas. Já o eram quando cancelaram a estreia em Portugal em Maio de 2010, no Lux. A estreia ficava, assim, adiada para o festival Optimus Alive 2010. Eu estive lá e gostei muito do concerto. Confirmaram a ideia que tenho da banda: entusiasmam o público com as músicas ritmadas, divertem-nos com as suas danças animadas, têm vozes consistentes e são extremamente simpáticos. O concerto do Marés Vivas deste ano acabou por reafirmar o estatuto da banda nas minhas escolhas musicais. Mas trouxeram quatro novidades muito tropicais. São elas: "Tropical Chancer", "Sexoteque", "Kiss and Not Tell" e "Uptight Downtown", as novas músicas dos La Roux. Quando qualquer uma delas começou não parecia que estávamos em Gaia mas sim nas Maldivas. As novas melodias fazem lembrar o Verão, as férias, a praia e o calor e a elas juntam-se também ritmos menos sintéticos, ainda mais alegres. Gostei do que ouvi e estou ansiosa pelo lançamento do álbum que, embora não se saiba quando será, tem tudo para ser mais um sucesso.
 
Whoever follows the blog already knows that La Roux is one of my favorite bands, even before their debut in Portugal in May 2010, in Lux, had been canceled. The debut was, therefore, postponed to Optimus Alive 2010. I was there and enjoyed the concert. They confirmed my idea of the band: they delighted the audience with rhythmic songs, entertained us with their fun dances, have consistent voices and are extremely friendly. The concert at Marés Vivas festival this year just reaffirmed the status of the band in my music choices. But they brought four tropical novelties. They are: "Tropical Chancer", "Sexoteque", "Kiss and Not Tell" and "Uptight Downtown", the new songs of La Roux. When any one of these  songs began it seemed we were not in Gaia but in the Maldives. The new melodies are reminiscent of summer, holidays, beach, heat and to them less synthetic rhythms are also added, even more cheerful. I liked what I heard and I am looking forward to the album launch that, although we don't know when it will be, has everything to be another success.       

 James Morrison: o senhor das baladas

 James Morrison: the lord of ballads

James Morrison é o senhor das baladas. Sem dúvida. E os seus concertos são baseados nesse "título". Pelo menos foi o que aconteceu no concerto do Marés. O público conhecia e cantava as letras, dançava a melancolia das canções, algo que se tornou notório quando soaram "Broken Strings" ou "You Give Me Something". No palco, James Morrison não precisou de efeitos visuais muito elaborados para dar um bom concerto e foi a sua voz que mais me surpreendeu. Na verdade, fiquei com a ideia de que a sua voz é ainda melhor ao vivo.
James Morrison is the lord of ballads. Without doubt. And his concerts are based on this "title". At least that was this concert at Marés Vivas. The audience knew and sang the lyrics, danced the melancholy of the songs, something that became notorious especially when "Broken Strings" or "You Give Me Something" started. On stage, James Morrison didn't need very elaborated visual to give a good concert and it was his voice that surprised me. In fact, I realized that his voice is even better live.
       

David Guetta: parece um DJ muito cool

David Guetta: he seems a very cool DJ 

Vamos reflectir por um momento e ser sinceros e justos para com os artistas que ensaiam horas e horas para melhorar os seus espectáculos ao vivo. Ser DJ e agradar ao público de um festival de Verão com músicas em discos, aproveitando os intervalos das mesmas para perguntar "Como estão?" ou "Estão a gostar?", não é tão complicado como juntar uma banda num palco enorme e apresentar as músicas cantando ao vivo. Não é. Uma coisa é fazer uso de um grande (e muito bom, é certo!) espectáculo de efeitos visuais e, durante esse tempo, ir carregando em diversos botões, outra é tentar criar esse ambiente e esse espectáculo através da música (como foi o caso dos Orelha Negra!). O aparato visual foi bom Senhor David Guetta, mas não foi suficiente, pelo menos para quem sabe reconhecer as diferenças entre o trabalho exigido a um DJ e a uma banda. Se a música dos CD's de David Guetta conseguiu causar uma certa "loucura" entre os festivaleiros e elevou alguns deles ao estatuto de dançarinos? Sim, conseguiu. Mas dizer que foi o melhor concerto da noite é um bocado exagerado. 
 
Let's reflect for a moment and be honest and fair with the artists that rehearse hours and hours to improve their live shows. Being a DJ and pleasing the audience of a summer festival with music on discs, and during the intervals asking "How are you?" or "Are you enjoying", is not so complicated as join a band in a huge stage and present the songs live. It isn't. One thing is to make use of a great (and very good, true!) spectacle of visual effects and, during this time, pressing several buttons; another is trying to create this environment and this spectacle through the music. The visual apparatus was good Mr David Guetta, but it was not enough, at least for those who can recognize the difference between the work required of a DJ and a band. Was David Guetta able to cause a certain "folly" between the audience raising some of them to the status of dancers? Yes, he was. But saying that it was the best concert of the night is a bit exaggerated.