Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Few days on land

Um retrato do dia-a-dia de uma jovem de viagens quase sempre musicais e nem sempre coloridas.

Sr. Inominável têm novo vídeo!

E não é que está excelente? Pois é... Os Sr. Inominável lançam novo single e quem ganha - duplamente - somos nós. Vejamos... Em primeiro está a música, "Acabámos no Refrão", que sabíamos que valia a pena ouvir com atenção. Boa letra, é uma canção que faz sentido. Depois, a ideia original para a filmagem: poucos elementos, apostando na simplicidade.

 

O vídeo prova como ser simples nunca fez mal a ninguém e é tendência para fugir ao floriado exagerado que, por vezes, vemos no mundo da música. As histórias são tantas, mas a letra diz tudo. A parte final está muito bem conseguida. É um vídeo animado mas o final está em cadência perfeita com a música e isso é algo que gosto sempre de ver em videoclipes. A Antena 3 está a apoiar a nova música portuguesa, no geral, e os Sr. Inominável, em particular. Podem ler tudo no site da rádio. Mais uma banda portuguesa no bom caminho!  

 

Nome de Código: Sr. Inominável

Ricardo Lemos e Pedro Rio-Tinto são um só senhor. Inominável, é certo, mas um Sr. Diz-se que não se lhes pode atribuir nome e nem é preciso. Entre eles - dois cúmplices - e deles para nós fala a música carregada de inspirações pop rock e de electricidade. A carga instrumental é acentuada, mas suavizada pela voz que canta as coerentes palavras que nos contam estórias um tanto ou quanto sentimentais. Logo aí está ganho o dia, porque é disto que deveriam viver os músicos em Portugal.

 

tumblr_n2cmr6F3rT1s1jbxro1_1280.png

 

"Sr. Inominável carrega histórias.

quer amar e ser amado.

está contente, está triste.

é desconcertante, é confuso.

é mordaz. é irónico".

por Sr. Inominável

 

 

O  Sr. Inominável nasceu no Verão de 2011, em Viana do Castelo. O nome do projecto é inspirado em Samuel Beckett já que, e citando a opinião dos elementos da banda, "não há lugar para conclusões finitas sobre o que somos, ou sobre o que nos acontece, o que existe é espaço para nos regozijarmos da condição em si". Muito filosófico, bem sei, mas percebe-se a inspiração moderna que emana do autor que inspirou tão intrigante nome.

 

Não fossem estes senhores naturais da melhor terra do Universo e não estávamos aqui a falar deles. Mentira. Aqui o que importa é que a qualidade musical fale por si e isso verifica-se. Não há como ouvir os Sr. Inominável e não querer partilhar cada recanto sonoro da sua obra com todas as pessoas que têm gostos musicais semelhantes aos nossos. Somos portugueses e, como tal, convém gritar aos sete ventos que "estes sim são os melhores de sempre". Para mim isto ainda funciona melhor porque estou sempre a gabar-me de quão maravilhosa é Viana do Castelo. E nestes momentos em que me dão razões para tal então... Ninguém me atura!

 

Este encontro de Ricardo Lemos (letras, voz, guitarra e teclas) e Pedro Rio-Tinto (guitarra-baixo e coros) correu às mil maravilhas e é claro que o amor se apresenta como a tónica da existência humana. "O amor como ponto de partida e de chegada", dizem eles. O amor no seu mais puro estado e como espelho de situações reais, digo eu.

 

De tudo o que ouvi e li sobre a banda gostaria de destacar duas coisas. Primeiro, as letras, como é óbvio. Quem costuma visitar o Few days on land sabe que dou muita importância à construção das letras e às histórias que as bandas vão contando através das suas músicas. Não gosto de letras previsíveis, escritas com o único intuito de rimar, com conteúdos banais. Mas as letras do Sr. Inominável não são nada disso: há histórias, há vida e amor e há, sobretudo, o conteúdo que estimula a reflexão e com o qual é fácil criar empatia. Identificámo-nos com a realidade descrita por eles. É isto que eleva determinada canção a mais do que um instrumental até bonito mas oco. E eu gosto muito da escrita do Sr. Inominável. Se só por isso já mereciam os parabéns, gabo-lhes ainda este rock "ligeirinho" de apontamentos pop, que equilibra o poder da bateria e das guitarras com uma voz perceptível e harmonizada com os restantes elementos introduzidos nas canções. É difícil encontrar bandas portuguesas que falem connosco. E esta fala. São decididamente a grande esperança da música alternativa daquela cidade minhota.

 

Melhor Letra - "Perfeito Acaso":

 

 

D'Estalo é o álbum de estúdio dos Sr. Inominável, gravado em 2014 no Trovoada Estúdio, em Viana. São 9 canções originais que chegam até nós quatro anos depois do início desta banda como o culminar de uma aventura demorada mas que soube amadurecer. Uma "contundente afirmação do Sr. Inominável", como os próprios elementos a descrevem. Basta ouvir a diferença entre a versão da música "Correr por aí" apresentada no EP, lançado em 2013, e a que agora figura entre o alinhamento do D'Estalo. É claramente uma versão melhorada, que cresceu com o tempo.

 

 

tumblr_n2cm57YwFt1s1jbxro1_1280.png

 

 

O primeiro EP de Sr. Inominável foi lançado em 2013. "Corre Por Aí", "Fora de Prazo" e "És Assim, És Assado" eram os temas incluídos neste pequeno anúncio, neste presságio do que seria o disco D'Estalo. Ainda em 2013, a dupla integrou o leque dos Novos Talentos FNAC - colectânea anual articulada por esta cadeia de lojas de bens culturais - com o primeiro single "Fora de Prazo".  

 

Já há videoclip e é bem jeitosinho:

 

 

"Corre em surdina que perdeste a cor

Corre na minha sina para onde eu for

Que és a minha melhor canção

O berço preferido do meu coração."

 

  

Das músicas antigas importa destacar:

  

 

 

 

Imaginem o orgulho que é poder dizer que este Sr. Inominável é da minha terra. Já sabem que na minha opinião é sempre bom conhecer novos talentos musicais, mas quando percebo que pessoas que vivem "mesmo ali ao lado" podem chegar tão longe com o seu trabalho... Fico na expectativa de perceber o que o futuro lhes reserva. O mesmo se passa com esta banda. Aqui têm mais uma fã!

 

 

    

 

O disco D'Estalo foi disponibilizado gratuitamente pela banda no Youtube. D'Estalo pode ainda ser encontrado no Spotify. Mas se querem ajudar a banda a crescer devem encomendar o vosso exemplar através do e-mail sr.inominavel@gmail.com. Este disco está à venda em lojas de Viana (Galáxia Discos, loja bem conhecida dos vianenses), Porto e Lisboa e esta informação está toda muito bem explicada na página de Facebook da banda (os links estão disponíveis à direita). 

 

12047081_924783864263597_6092550320156986614_n.jpg

REDES SOCIAIS_

_Sr. Inominável

Bandcamp

Facebook

Instagram

Twitter

Youtube

Spotify

Soundcloud

Imagens retiradas de Tumblr - Sr. Inominável.

'Lights' é todo um outro nível de Theo Hutchcraft

 

 

Sou fã de Hurts desde o início, desde 'Wonderful Life', de 2009. Portanto, sei que eles escrevem como ninguém sobre as nossas emoções, que as melodias que criam são dançáveis e que estão dispostos a fazer diferente, a arriscar. Aliás, falando particularmente do vocalista, Theo Hutchcraft, sempre soube que ele tem uma voz singular, única mesmo, capaz de cantar em vários registos sem desiludir os fãs.

 

Tive a oportunidade de assistir ao concerto deles no Hard Club, no Porto, em Fevereiro de 2011, e constatar que, tal como parecia pelos vídeos que vi antes do concerto, eles eram calmos, dançavam pouco (o pouco que se viu foi de Adam, o pianista do duo) e apostavam tudo no alcance vocal de Theo, que é exactamente igual entre o registo em CD e a actuação ao vivo. E, se é para falar de todas as qualidades que lhe conheço, não posso deixar de acrescentar que ele é bonito, com um ar sereno e "arrumadinho".

 

Mas, senhoras e senhores, ainda não estou em mim depois de ver o vídeo de 'Lights' o mais recente tema de apresentação de Surrender, o novo álbum da banda que chega às lojas em Outubro (e sobre o qual já falei aqui). De facto, Theo apresenta-se a outro nível. É todo um outro nível de Theo. 

                                         

212c9b9249409e2568c4cdd7cd7e685b.jpg

Estou estupefacta. Juro. Nunca pensei que um toureiro, bêbado, a cambalear num bar pudesse dançar desta forma. Muito menos imaginei que algum dia pudesse estar a descrever esta cena para falar da personagem interpretada pelo arrumadíssimo Theo Hutchcraft. É claro que o "mulherio" não fica completamente agradado com a situação em si mas ele sorri e pronto, nem tudo está mal.   

 

A dança é impressionante. Mas, sinceramente, o que me deixou sem palavras foi a interpretação. Hollywood, atenção a este senhor... Impecável! Bem melhor que muitos actores reconhecidos, com carreiras longas que andam por aqueles lados. Perdi uns momentos a ler comentários do Youtube para perceber se fui a única a ficar impressionada com as acting skills deste homem e... Parece que sim! Não percebo, mas está bem. Acho fantástico na mesma e entra directamente para a competição de melhor vídeo de 2015. É soberbo do início ao fim! E que fim...

 

Meus caros, apresento-vos 50 Shades of Theo:

 

"Surrender": Hurts anunciam terceiro álbum de estúdio

 

somekindofheaven.jpg

Leram bem: Theo Hutcraft e Adam Anderson estão de volta. O duo britânico Hurts voltou a estúdio para construir o terceiro álbum, Surrender. Depois de Happiness (2010) e Exile (2013), ambos repletos de sucesos musicais - como é o caso de 'Wonderful Life', 'Stay', 'Miracle' ou 'Blind', apenas para dar alguns exemplos - Surrender tem chegada às lojas prevista para o dia 9 de Outubro deste ano. A versão standard do disco tem 10 músicas (a versão deluxe tem 13) e ao contrário do que aconteceu com os álbuns anteriores, gravados no Reino Unido, Surrender é uma junção de gravações feitas entre estúdios de Ibiza, Los Angeles, New York e Alpes Suiços. 

 

'Some Kind of Heaven' é o nome do single de avanço deste trabalho da banda, que cita Fleetwood Mac, Steely Dan e Motown como influências para a sonoridade deste álbum. Os fãs estavam ansiosos pelo regresso e os Hurts prepararam um ao estilo da época Primavera-Verão que atravessamos.

Isto a avaliar pela sonoridade do single, mais pop do que é habitual, mais enérgico, passível de proporcionar bons momentos de dança aos ouvintes. Neste processo a banda manteve a escrita irrepreensível e o tom vintage das vozes.  

A essência de Hurts está lá, ainda que o duo tenha decidido fazer diferente. E não está mal feito. Theo Hutchcraft disse até, em entrevista à NME, que o resultado vai "deliciar e surpreender as pessoas em igual medida". E eu não duvido! Mas as mudanças não agradaram a todos e houve quem corresse para as redes sociais para dizer "isto não é o som de Hurts". Acho esta aversão ao diferente desconfortável, sinceramente. A música é uma junção de estilos e só é possível a uma banda criar boa música se estiver sempre a tentar fazer melhor, a inovar. E é essa a ideia que tenho do trabalho dos Hurts.