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Few days on land

Um retrato do dia-a-dia de uma jovem de viagens quase sempre musicais e nem sempre coloridas.

Sublime!

A todos os que estiverem pelo Norte não percam esta sublime interpretação de Diogo Infante (com não menos sublime música de João Gil!), em cena no Teatro Nacional de São João até ao dia 13. A "Ode Marítima" não podia ter sido interpretada de melhor forma.  Se Álvaro de Campos tivesse existido fisicamente seria exactamente assim. Sem mais, nem menos. Mas a alma, que ele teve e que lhe foi entregue pelo génio da literatura portuguesa que foi (e sempre será) Fernando Pessoa, esteve no São Luiz e viajará agora até ao Porto. E foi bom poder dizer isso pessoalmente ao actor: que representou em palco o Álvaro de Campos que sempre imaginei. Repito: sublime!

 

 
O vídeo apenas mostra uma (muito) pequena parte do espetáculo. Se gostaram deste excerto, imaginem o que poderão achar de toda a interpretação no São João. Assim que o espetáculo regressar a Lisboa, aí vou eu de novo. Vale a pena!

Esmiuçando as Janeiras do FCP

Segundo o DN, os jogadores e equipa técnica do Futebol Clube do Porto escreveram uma letra para cantarem as janeiras este ano. Pura poesia. Não acreditam? Aqui estão as quadras:

 

"Helton nosso guarda-redes

Alegre e bom cantor

Defende como ninguém

Ele é um grande senhor.

 

Brilhante Jackson Martínez

Como ele não há

Quando pega na bola

Até dança o chá-chá-chá.

 

O Kelvin com uma crista

Está sempre a fintar

Aos noventa e dois

Fez o Jesus ajoelhar

 

Somos uns bons jogadores

Também sabemos cantar

O campo é o nosso palco

Onde vamos actuar

 

Jogar bem é o nosso lema

Defender e atacar

Jogar bem afinadinho

Para muitos golos marcar."

 

 

Eu bem avisei que isto era um requinte. Enfim... Vamos lá começar a esmiuçar estes escritos poéticos de Paulo Fonseca e do seu plantel fantástico.

 

Se o Helton defende como ninguém, o que será daqueles guarda-redes que defendem bem. Aliás, o Helton defende muito bem (e vocês inventam histórias como ninguém!) e é um senhor tão grande só que há homens maiores tipo Rodrigo e Garay.

Quanto ao Jackson, que ele anda nas danças de salão já nós percebemos. E jogar à bola que é para isso que lhe pagam? Fica para a próxima época! Ele este ano quer ser mesmo, mesmo bom no chá-chá-chá.

Kelvin, grande Kelvin! Se ele finta tanto como dizem e se faz exibições tão magníficas, querem explicar-me porque é que têm que ir buscar situações da época passada para justificar ter este jogador no plantel? Foi um trocadilho? Desculpem. Realmente de trocadilhos vocês entendem! E criar momentos significantes na época de 2013/2014, não vos assiste?

Quanto às ultimas quadras... Penso que ninguém quer falar sobre isso. Desde "jogar bem é o nosso lema" (como??) a "jogar bem afinadinho" - tão afinado como cantam (or not) - é só pérolas nesta canção. O que o Paulo Fonseca inventa para não ir treinar para as 'Ásias'...  

Resumindo e concluindo... Ainda bem que não tenho tempo para ver televisão porque tenho a certeza que existe uma prova em vídeo disto. E se eles cantam tão bem como jogam... Era melhor era não terem perdido tempo com isto e treinarem. Bastante.  

 

 

P.S. Se quiserem acrescentar algo, façam o favor. Mas lembrem-se: "My friend.. I say what I want to say. Are you a police? I'm in a free country!".

As bandas que quero ver nos Festivais 2014

Pode parecer cedo para já estar aqui a falar das bandas que virão aos Festivais de 2014 mas a verdade é que os festivais são preparados com muita antecedência e o normal é ouvirmos os responsáveis dizer que enquanto os "festivaleiros" estão a aproveitar o festival já a edição seguinte está a ser preparada. Sendo assim, tenho que dar a minha opinião sobre as bandas que gostaria que visitassem o nosso país, algumas pela primeira vez, outras já repetentes. Tenho conhecido bandas tão interessantes, tão diferentes. E se há uma coisa que distingue a maior parte dos festivais portugueses é apostar em bandas novas ou emergentes nos mercados internacionais. Assim sendo, aqui vão as minhas "dicas", quem sabe algumas das bandas e artistas que vou mencionar não se tornam confirmações reais em breve!

 

Optimus Primavera Sound (Porto)

 

Daughter (banda londrina de indie rock com três Ep's e um disco de estúdio lançado em Março deste ano; têm capacidade e música para anteceder a algum dos "cabeças de cartaz")

 

San Cisco (banda australiana de indie pop com apenas um disco lançado que podia perfeitamente dar um dos primeiros concertos da tarde, diria que se enquandram melhor num palco secundário) 

 

Funeral Suits (banda alternativa irlandesa, com um disco lançado mas com músicas com energia suficiente para ir preparando os concertos mais esperados do palco principal)

 

London Grammar (banda indie pop londrina, com uma excelente vocalista, com um EP e um disco lançados em 2013) 

 

Rhye (quem sabe não podem fazer regressar esta banda que, embora se tenha apresentado no Optimus Alive no ano passado, me parece ter um estilo musical mais adequado a um festival como o Pirmavera Sound)

 

 

Super Bock Super Rock (Meco)

 

Foster The People: sinceramente ainda não percebi porque é que ninguém se lembrou de fazer os possíveis e impossíveis para que esta banda de indie rock viesse a Portugal. Estiveram confirmados no Paredes de Coura, concerto que cancelaram, mas parecem-me ser capazes de dar conta de um concerto no palco principal do SBSR. A música mais conhecida deles «Pumped Up Kicks» já tem mais de 120 milhões de views no YouTube. Sinceramente, não compreendo.

 

 

Bem, aqui ficam algumas ideias. Ideias que me faziam comprar os bilhetes de ambos os festivais. E talvez não fosse a única a fazê-lo com alguma destas confirmações...

Festival Marés Vivas 2013: os concertos / Marés Vivas Festival: the concerts

 Orelha Negra: a surpresa da noite! 
 Orelha Negra: the surprise of the night!
Não conhecia muito os sons dos Orelha Negra mas fiquei fã. Foram, na minha opinião, a surpresa da noite por provavelmente serem a banda que menos pessoas "trouxe" ao festival mas aquela que mais fãs ganhou com o seu espectáculo. As experiências musicais combinam o Hip-Hop, o Funk numa música urbana e instrumental de grande qualidade. Definitivamente mais uma bela surpresa da música portuguesa, mais uma banda a seguir e apoiar. Gostei particularmente que tivessem incluído na setlist algumas misturas feitas a partir da música dos Mind da Gap.
Aqui fica um pormenor do jogo de luzes durante o concerto:

I didn't know much about Orelha Negra work but I became fan. They were, in my opinion, the surprise of the night since it was probably the band that fewer people came see at the the festival but the one that won more fans with their show. The musical experiences combine Hip-Hop, Funk in an urban and instrumental music of great quality. Definitely a beautiful surprise of Portuguese music, another band to follow and support. I especially liked that they included on the setlist some mixtures made from Mind Da Gap music.

Here is a detail of the lights during the concert:

 La Roux: o electro pop renovado

 La Roux: the renovated electro pop

Quem acompanha o blog já sabe que os La Roux são uma das minhas bandas favoritas. Já o eram quando cancelaram a estreia em Portugal em Maio de 2010, no Lux. A estreia ficava, assim, adiada para o festival Optimus Alive 2010. Eu estive lá e gostei muito do concerto. Confirmaram a ideia que tenho da banda: entusiasmam o público com as músicas ritmadas, divertem-nos com as suas danças animadas, têm vozes consistentes e são extremamente simpáticos. O concerto do Marés Vivas deste ano acabou por reafirmar o estatuto da banda nas minhas escolhas musicais. Mas trouxeram quatro novidades muito tropicais. São elas: "Tropical Chancer", "Sexoteque", "Kiss and Not Tell" e "Uptight Downtown", as novas músicas dos La Roux. Quando qualquer uma delas começou não parecia que estávamos em Gaia mas sim nas Maldivas. As novas melodias fazem lembrar o Verão, as férias, a praia e o calor e a elas juntam-se também ritmos menos sintéticos, ainda mais alegres. Gostei do que ouvi e estou ansiosa pelo lançamento do álbum que, embora não se saiba quando será, tem tudo para ser mais um sucesso.
 
Whoever follows the blog already knows that La Roux is one of my favorite bands, even before their debut in Portugal in May 2010, in Lux, had been canceled. The debut was, therefore, postponed to Optimus Alive 2010. I was there and enjoyed the concert. They confirmed my idea of the band: they delighted the audience with rhythmic songs, entertained us with their fun dances, have consistent voices and are extremely friendly. The concert at Marés Vivas festival this year just reaffirmed the status of the band in my music choices. But they brought four tropical novelties. They are: "Tropical Chancer", "Sexoteque", "Kiss and Not Tell" and "Uptight Downtown", the new songs of La Roux. When any one of these  songs began it seemed we were not in Gaia but in the Maldives. The new melodies are reminiscent of summer, holidays, beach, heat and to them less synthetic rhythms are also added, even more cheerful. I liked what I heard and I am looking forward to the album launch that, although we don't know when it will be, has everything to be another success.       

 James Morrison: o senhor das baladas

 James Morrison: the lord of ballads

James Morrison é o senhor das baladas. Sem dúvida. E os seus concertos são baseados nesse "título". Pelo menos foi o que aconteceu no concerto do Marés. O público conhecia e cantava as letras, dançava a melancolia das canções, algo que se tornou notório quando soaram "Broken Strings" ou "You Give Me Something". No palco, James Morrison não precisou de efeitos visuais muito elaborados para dar um bom concerto e foi a sua voz que mais me surpreendeu. Na verdade, fiquei com a ideia de que a sua voz é ainda melhor ao vivo.
James Morrison is the lord of ballads. Without doubt. And his concerts are based on this "title". At least that was this concert at Marés Vivas. The audience knew and sang the lyrics, danced the melancholy of the songs, something that became notorious especially when "Broken Strings" or "You Give Me Something" started. On stage, James Morrison didn't need very elaborated visual to give a good concert and it was his voice that surprised me. In fact, I realized that his voice is even better live.
       

David Guetta: parece um DJ muito cool

David Guetta: he seems a very cool DJ 

Vamos reflectir por um momento e ser sinceros e justos para com os artistas que ensaiam horas e horas para melhorar os seus espectáculos ao vivo. Ser DJ e agradar ao público de um festival de Verão com músicas em discos, aproveitando os intervalos das mesmas para perguntar "Como estão?" ou "Estão a gostar?", não é tão complicado como juntar uma banda num palco enorme e apresentar as músicas cantando ao vivo. Não é. Uma coisa é fazer uso de um grande (e muito bom, é certo!) espectáculo de efeitos visuais e, durante esse tempo, ir carregando em diversos botões, outra é tentar criar esse ambiente e esse espectáculo através da música (como foi o caso dos Orelha Negra!). O aparato visual foi bom Senhor David Guetta, mas não foi suficiente, pelo menos para quem sabe reconhecer as diferenças entre o trabalho exigido a um DJ e a uma banda. Se a música dos CD's de David Guetta conseguiu causar uma certa "loucura" entre os festivaleiros e elevou alguns deles ao estatuto de dançarinos? Sim, conseguiu. Mas dizer que foi o melhor concerto da noite é um bocado exagerado. 
 
Let's reflect for a moment and be honest and fair with the artists that rehearse hours and hours to improve their live shows. Being a DJ and pleasing the audience of a summer festival with music on discs, and during the intervals asking "How are you?" or "Are you enjoying", is not so complicated as join a band in a huge stage and present the songs live. It isn't. One thing is to make use of a great (and very good, true!) spectacle of visual effects and, during this time, pressing several buttons; another is trying to create this environment and this spectacle through the music. The visual apparatus was good Mr David Guetta, but it was not enough, at least for those who can recognize the difference between the work required of a DJ and a band. Was David Guetta able to cause a certain "folly" between the audience raising some of them to the status of dancers? Yes, he was. But saying that it was the best concert of the night is a bit exaggerated.