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Few days on land

Um retrato do dia-a-dia de uma jovem de viagens quase sempre musicais e nem sempre coloridas.

Ir a Paris e não comer os melhores macarons do mundo é como ir a Roma e não ver o Papa

Em Maio escrevi-vos a falar dos macarons da Arcádia, que adoro e julgava serem os melhores do mundo. Não são mas não estão assim tão longe disso. Mas, e como diz o título desta publicação, ir a Paris e não comer os melhores macarons do Mundo era como ir a Roma e vir de lá sem ver o Papa. Porque é uma expectativa que existe, ninguém nega e se não fossem um pequeno pedacinho de céu, não ficaríamos contentes.

 

O problema é que são e se não existirem travões económicos na vossa vida, será muito complicado parar de comer estes pequenos doces. Sim, travões económicos. É que cada um destes lindos e coloridos bolinhos custa 2 euros, porque é em Paris e porque são da Ladurée. Aquilo em Portugal era coisa para custar 1 euro, como os da Arcádia, e assim podíamos comer mais uns quantos. Dividir, caros leitores, nunca a palavra fez tanto sentido. Façam como eu e como a minha irmã, escolham uns quantos sabores, dividam e assim conseguem estabelecer uma pequena lista de favoritos. Não faltam opções (outro problema) e são todas muito pouco boas (ironia gente!)

 

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Mais de 150 anos de experiência fazem a Ladurée ser a mais procurada e conceituada loja de macarons de Paris, mas por toda a cidade podem encontrar pastelarias com este pequeno bolinho, opções mais económicas mas não tão boas, nem com tão bom aspecto. Na minha opinião devia ser considerado crime não ir à Ladurée mais próxima fazer estragos na dieta do dia-a-dia (para quem estiver). Repito: esta é a opinião de alguém que não se importa muito com isso.

 

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Atenção: estas cinco vistas sobre Paris podem fazer-vos fugir de casa (quem vive na cidade inclusive)

Paris é incrível. Quando ainda estamos no avião é o delírio só de saber que estamos a chegar. No momento em que finalmente aterramos e começamos a conhecer a cidade ficamos apaixonados por todos os pormenores, por mais insignificantes que possam parecer. Mas assim que vemos a cidade de um ponto suficientemente alto que permita avistar os principais ex-líbris da cidade, vivemos momentos de cortar a respiração (no avião pouco dá para distinguir, não é a mesma coisa). Não aconselho estas 5 vistas sobre a cidade a ninguém, que é como quem diz que não serão tão felizes em Paris se não as apreciarem.

 

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A minha caligrafia em Paris

A BB, autora do blog Bata e Batom, desafiou-me a mostrar-vos a minha caligrafia. Aproveitei a viagem a Paris para cumprir o desafio e, por coincidência ou não, encontrei a forma perfeita de o fazer: o Café Little Boy.

 

Foi numa visita ao Centre Pompidou, o local indicado para ver/rever ou conhecer profundamente o que de mais importante existe em matéria de arte moderna e contemporânea, que descobrimos uma sala que é nossa. Esta sala é tão especial que somos convidados a colorir as paredes, o chão e a mobília em redor, dando liberdade total à nossa criatividade. Tudo é possível. Podemos escrever, desenhar, pintar, inventar, criar...  O que quisermos. E aqui é que o céu é mesmo o limite. O céu e as cores de giz espalhadas pelo local. Tudo o resto depende de quão alto conseguimos chegar, para que a nossa mensagem/criação fique num local que ainda ninguém alcançou; ou do quão fortes podemos ser, para pressionar o giz no quadro, deixar fluir a nossa criatividade e tornar a nossa mensagem visível aos futuros visitantes do local. 

 

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A instalação Café Little Boy tem origem numa parede, a única que restou da escola Fukoromachi após a queda da bomba atómica "Little Boy" em Hiroshima, a 6 de Agosto de 1945. Perto dessa parede existia uma mesa na qual os sobreviventes escreviam mensagens aos seus entes queridos. O artista francês Jean-Luc Vilmouth transportou o conceito para o Centre Pompidou, em 2005. Desde essa altura, o quadro verde gigante que reveste as paredes da sala e as mesas e cadeiras feitas do mesmo material têm permitido aos milhares de visitantes da instalação colorir o local para os visitantes futuros. Um conceito criativo resulta numa instalação diferente que desperta nos visitantes a vontade de deixar naquele centro de arte moderna algumas das suas ideias, dos seus pensamentos. E pensar que em 2005 aquela sala tinha apenas oito molduras e várias caixas de giz colorido...

 

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Não sou alta o suficiente para chegar à parte do quadro que ainda não estava preenchida e não achei que precisava de chegar até lá para  escrever a minha mensagem. Por isso, preferi apostar na minha força, na cor do giz que escolhi e na língua portuguesa. Deixei escrita naquelas paredes uma das minhas frases favoritas, da autoria de um dos melhores escritores portugueses. De sempre e para sempre: Saramago.

 

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Few days on Insta'Land: Paris 2015

Se é seguidor do Few days on land no Instagram já sabe disto. Mas, para quem não é e não tem visto as fotografias que partilhei por lá, é só para dizer que fui a Paris. Dar uma volta. Conhecer umas coisas. Comer uns doces. Ver cultura, história e outras que tais. Tenho muito para contar, muitas fotografias para partilhar. Mas ainda estou a organizar a minha vida em função do que ela era antes da viagem e de como está agora. Estão a ver? É que... A vida dá muitas voltas. Isso é certo. E 6 dias fora de Portugal não é só um "fugir à realidade" mas é já um "viver outra realidade". Se é que me entendem. Se não entendem, vão entender com o que for aparecendo aqui pelo blog.

 

Para já, deixo-vos - principalmente a quem não segue o Few days on land no Instagram ou para quem não tem conta naquela rede social - com as fotografias que fui partilhando ao longo dos 6 dias em que visitei a lindíssima cidade francesa.

 

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instagram.com/fewdaysonland

Em jeito de retrospectiva...

Considerando ainda as avaliações de resultados (not) entre o primeiro e o segundo ano de Few days on land, aqui ficam os 10 posts mais lidos do ano, se alguém quiser ler ou revisitar estes momentos, como eu já fiz, porque é sempre engraçado perceber o que os leitores mais visitam/mais gostam de ler. É rápido. E depois podemos todos regressar ao trabalho. 

 

  1. "Uma imagem vale mais do que mil palavras"
  2. Visitar a Índia sem sair de Lisboa 
  3. O que podem ter pensado do post anterior por JJ, o Mister
  4. O mundo do cinema diz adeus a Legolas
  5. O plágio da Hugo Boss
  6. O melhor de 2013: música portuguesa
  7. /99761.html
  8. O melhor de 2014: música portuguesa
  9. E a seguir? #6
  10. É de mim ou isto é falta de originalidade?