Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Few days on land

Um retrato do dia-a-dia de uma jovem de viagens quase sempre musicais e nem sempre coloridas.

Optimus Alive'14 - Comentário Geral

O Optimus Alive NUNCA desilude. Dias antes do festival falava com um colega que este festival cria uma ligação com os festivaleiros, uma ligação que é praticamente inquebrável e que ainda nenhum outro festival em Portugal conseguiu bater. Bem, 2014 não foi excepção. Assim que passamos o pórtico da entrada, sentimos uma harmonia diferente, uma calma um tanto ou quanto "alternativa". Muitos apelidam o festival de mainstream porque não há quem não passe por Algés, nem que seja por um dia. Eu cá continuo a achar que este festival é só meu e sei que muitos outros pensam o mesmo. E porquê?

 

Ora bem, o Alive consegue sempre o melhor cartaz, o cartaz que eu quero. E vence os outros festivais com muitos pontos de avanço. Quando comecei a ver o cartaz do Rock in Rio pensei que era este ano que ia perder a ideia "este festival é pensado à minha medida!" - volto a referir que centenas de pessoas devem pensar o mesmo, porque o Alive tem o poder de tornar-se individual, o que o diferencia dos restantes festivais em Portugal. Mas não foi. O Optimus Alive, que para o ano não é mais que NOS Alive, manteve a qualidade e, ao mesmo tempo, conseguiu inovar.

No ano passado só consegui ir ao último dia, mas este ano tinha o passe geral (e só posso agradecer ao excelente staff do Alive que resolve todos os problemas que surgem mesmo nos dias mais atarefados e com solicitações do ano). Tenho de repetir: tudo em volta deste festival é do melhor que é feito em Portugal. Merecem o reconhecimento internacional - só isso explica o claro aumento de festivaleiros estrangeiros - e o reconhecimento nacional - sendo que o festival continua a esgotar sempre pelo menos um dos dias (e consequentemente os passes gerais) e há público que nunca mais acaba seja em que palco for, a toda a hora. Sim, foi difícil conseguir ver a Daughter e o Chet Faker no palco secundário, por exemplo, porque não se respirava dentro da tenda reservada para o palco secundário, tantas eram as pessoas com a brilhante ideia de se dirigir lá. E no Palco Clubbing era igual. Enganem-se aqueles que pensam que por os concertos estarem cheios, as barracas de comida e outros que tais estavam vazias. Lá está... este festival consegue ter público em todo o lado. Ouvi dizer que o palco que esteve, pela primeira vez, reservado ao humor foi um sucesso, com grandes níveis de audiência! Garanto que isso não poupou espaço a quem, como eu, estava a ouvir os concertos do palco principal. 

Mas e a música? Pois é... Como disse, o cartaz não desilude. O bilhete é caro, é certo. Mas compensa. Escreve-vos uma pessoa que comprou o bilhete graças a variadas poupanças ao longo do ano. E, se não fosse a capacidade de resposta do staff do Alive, possivelmente não teria tido a oportunidade de presenciar os três dias do festival. Não me quero alongar muito na explicação, mas reforço a ajuda de quem tem muito que fazer nestes dias e, ainda assim, me ouviu. Digo-vos apenas isto: não adianta assinarem o vosso bilhete na parte de trás. No fim das contas, isso não vale nada. Comprei o bilhete porque queria rever Arctic Monkeys. Na verdade, tive a oportunidade de os ver no Super Bock Super Rock há uns anos mas preferi ir para o palco secundário. Nunca me arrependi da escolha (arrependo-me mais de ter perdido o concerto dos Arcade Fire) mas a verdade é que tenho apreciado cada vez mais a música deles e já precisava de um concerto de Sir Alex Turner e dos seus companheiros para compreender o "culto", se é que me entendem. Não faltava ao primeiro dia por causa de Jamie xx e sou muito fã de Foster the People desde o primeiro segundo que ouvi a «Pumped Up Kicks», outras das razões para a compra do passe geral. Tinha uma certa curiosidade por ver Imagine Dragons, The Lumineers e Bastille mas The Black Keys, MGMT, Daughter e Chet Faker chamavam ainda mais por mim. Esperva muito dos portugueses - D'ALVA, Paus, You Can't Win, Charlie Brown e Manuel Fúria e os Náufragos - mas infelizmente não consegui ver todos os concertos que queria (quando há trabalho não dá para mais!). De qualquer forma posso adiantar que fui surpreendida, muito surpreendida pela qualidade das bandas nacionais. No que à qualidade musical dos estrangeiros diz respeito, apareceram algumas surpresas também!

 

 

[to be continued...] 

 

 

 

 

2 comentários

Comentar post