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Few days on land

Um retrato do dia-a-dia de uma jovem de viagens quase sempre musicais e nem sempre coloridas.

O difícil que é partir

Ensinam-nos tudo menos quanto custa partir. Deixar o nosso sítio favorito, a nossa casa. Se algum dia chegamos a deixar de sentir um vazio sempre que temos de "ir embora" ainda estou para viver esse dia. Porque não é fácil ter de o fazer constantemente. Olhar para trás e pensar que talvez não volte e no mesmo segundo pensar que não vivo se não voltar.

Ainda sinto que não consigo viver permanentemente em outro lugar. Ainda sinto que não pertenço a outro lugar. Como poderia deixar de pertencer à minha casa? Como poderia encontrar outro lar para viver quando nenhum outro lugar me proporcionou o que este que conheço por casa já me deu e ensinou?

É impossível mudar esta sensação? Talvez não seja, como disse para mim nunca mudou, mas o facto é que é difícil ver o nosso sítio preferido neste planeta ficar para trás, afastar-se com o tempo, ser (literalmente) tapado pelo que vem a seguir. Mais certo é que por mais tapada, mais longe, mais invisível que a nossa casa fique ela nunca fica esquecida e nunca deixará de ser a nossa casa.