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Few days on land

Um retrato do dia-a-dia de uma jovem de viagens quase sempre musicais e nem sempre coloridas.

Genialidade, um conceito reinventado por Mark Ronson

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Se pensam que venho falar-vos de 'Uptown Funk', a música do Verão - quiçá do ano - estão enganados. Não que não seja uma boa música, mas porque Mark Ronson fez algo ainda melhor. Daí eu achar que este senhor foi capaz de reinventar um conceito tão forte como genialidade. Ora vamos lá descontruir esta ideia...

 

Ser genial, musicalmente falando, não é só compor bem e escrever ainda melhor. Ser genial é fazer tudo isso e, ao mesmo tempo, saber escolher com quem se trabalha ao longo de uma carreira que se quer variada, com criações que espelhem diversos trilhos musicais - os mais conhecidos e os que estão por descobrir. No fundo, o artista deve contruir um caminho rico, multifacetado, que não se limite a um só estilo musical. Aí é que os verdadeiros fãs podem perceber as capacidades do seu músico/banda de eleição (não sei se isto faz sentido para vocês, mas é a minha opinião). E Mark Ronson é um exemplo disso mesmo. Com uma carreira preenchida de sucessos, tem ganho vários prémios e já trabalhou com nomes importantes da cena musical internacional que se incluem em géneros musicais diferentes, não só como músico mas também enquanto produtor: Amy Winehouse, Kaiser Chiefs, Lily Allen, Adele, Bruno Mars, Macy Gray, Robbie Williams, são apenas alguns dos nomes a mencionar.

 

No início de 2015, Ronson lançou o disco Uptown Special e, dado o seu percurso musical, fica claro que podia escolher juntar-se a quem quisesse para executar as suas músicas ao vivo. Era muito fácil fazer a escolha errada que ele não fez. Foi 'Uptown Funk' que marcou o nome deste artista nos lugares cimeiros dos tops de todo o mundo este ano mas, enquanto isso acontecia Mark Ronson preparava uma surpresa incrível para a edição deste ano do festival australiano Splendour In The Grass, realizado em Julho. O músico e produtor estava concentrado em levar a palco um dos melhores conjuntos musicais que o mundo já viu/ouviu e que, não sendo uma banda na verdadeira acepção da palavra, mostrou que não era difícil tornar-se uma das melhores bandas de sempre caso fosse esse o objectivo.  

 

Mark Ronson convidou Kevin Parker, dos Tame Impala, Andrew Wyatt, dos Miike Snow, Kirin J Callinan - músico a solo que eu não conhecia mas assim que fui ouvir algumas das músicas que compõe a sua obra tornei-me fã - para além de outros nomes como Daniel Merriweather, Theophilus London e MNDR, para citar alguns, para uma mini tour de apresentação do mais recente trabalho. O disco Uptown Special é estrelado por todos eles, mas convenhamos: deve ser muito difícil convidar estes nomes para uma tour, ainda que "mini", sendo que grande parte deles têm tours com as bandas de origem.

 

As revistas internacionais da especialidade apelidam a equipa da tour de Uptown Special de "all-star band" ou "one-of-a-kind live crew" (fonte), designações com as quais concordo. Para os fãs de Queens Of the Stone Age, deve ser fácil perceber a genialidade que para aqui vai, com tanto talento por metro quadrado. Lá está: genialidade. A inteligiência que é preciso ter para conseguir alcançar tudo isto merece ser destacada e louvada. E é fácil porque está à distância do Youtube mais próximo de si, através de uma magnífica cover de 'I Sat By The Ocean'. Também podemos ver que a performance desta banda de topo no festival foi incrível. Quem não dava o mundo para assistir a tamanha genialidade? Vejam por vocês mesmos... Vão adorar!

 

 

Uma música, três versões: 'Animal'

Quem aqui conhece Miike Snow? Hoje resolvi dedicar a rubrica Uma música, três versões a uma das minhas músicas favoritas, 'Animal'. Não é recente, não se tornou o maior hit de todos os tempos (e eu até agradeço) mas pode ser a música mais conhecida da banda. 

A versão original é magistral e a música interpretada ao vivo podia até aparecer como uma das melhores versões já produzidas porque a diferença entre ambas é impressionante e digna de destaque, considerando principalmente esta actuação. No entanto, decidi dar espaço a outros artistas que fizeram um bom trabalho com a música e que, de certa forma, tornaram-na sua por breves minutos. Esta será sempre uma das melhores de Miike Snow mas quanto às versões, temos uma versão mais ritmada, construída pelos BORAJ, que me impressionou pelo arranjo instrumental do original e uma versão criativa, da Camila. Garanto que vão perceber o porquê de ser criativa assim que começar o vídeo. 

 

VERSÃO ORIGINAL

 

VERSÃO RITMADA

 

VERSÃO CRIATIVA

 

O que acharam?