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Few days on land

Um retrato do dia-a-dia de uma jovem de viagens quase sempre musicais e nem sempre coloridas.

Quando o pecado mora no éclair do lado, o turista desespera

Em Abril falei-vos da minha experiência na pastelaria francesa L'Éclair, no Saldanha, uma das poucas vezes em que um éclair me pareceu um bolo diferente dos outros. Normalmente, a massa dos éclairs produzidos pelas pastelarias portuguesas parece plástico, pouco saborosa, um autêntico "pãozinho sem sal" que não convence ninguém a ser fã de tão ilustre iguaria francesa. Na mesma altura, referi que seria significativamente diferente entrar numa loja da especialidade em França e foi verdade. Tal como vos relatei na publicação sobre os macarons da Ladurée, saborear os éclairs da L'éclair de génie é uma experiência que aconselho vivamente pelo sabor e textura que são bastante diferentes do que estamos habituados a provar numa qualquer pastelaria portuguesa mas que, ainda assim, não são muito diferentes do bolo produzido pela L'Éclair do Saldanha.

 

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A viagem da tradição [Parte II]

O prometido é devido e aqui estão mais fotografias dos dias da Romaria da Senhora d'Agonia, em Viana do Castelo. São fotografias da festa em si mas também da cidade e das paisagens que é possível ver todo o ano.
 
Como diria Marco Paulo «Maravilhoso, coração, maravilhoso» e citando Amália Rodrigues, the one and only, «Havemos de ir a Viana». É aqui. É ali. Está perto de todos nós e de quem somos enquanto povo: Viana do Castelo! 
 

As mordomas e as noivas

(sim, aquilo é tudo ouro... Verdadeiro! Por isso vai lá sempre o segurança!)

  

Feiras Novas: artesanato moderno versus doces tradicionais

Ouvimos dizer que é em altura de crise que surgem as melhores ideias. Concordo totalmente. Fico cada vez mais surpreendida com o que as pessoas conseguem criar, principalmente através da tradição e dos costumes associados à região onde vivem para melhorar os seus negócios, aumentando os seus rendimentos. Se alguém ainda tinha dúvidas que Portugal vai conseguir livrar-se da crise graças ao trabalho e às invenções que tanto caracterizam os portugueses, essas dúvidas dissiparam-se. A capacidade de criação e o facto de as pessoas fazerem mais com o pouco que têm já fazem toda a diferença. Aqui apresento três bons exemplos, uma cadeira, um candeeiro e um vestido, peças muito bonitas, modernas, diferentes e que não passaram despercebidas em Ponte de Lima durante as Feiras Novas:

 

Existem aqueles pormenores que quando mudam fazem toda a diferença e depois existem aqueles pormenores que não queremos que mudem. É o caso dos doces tradicionais das festas e romarias portuguesas que o povo tanto gosta. Podem inventar doces diferentes, só não acabem com os que já existem, porque estão sempre à altura do evento. Nestas Feiras Novas não deu para fugir aos Doces de Gema ou às famosas Roscas, não só por causa do bom aspecto dos mesmos mas principalmente pelo sabor, tão típico desta época.

 

Vários tipos de Doces de Gema 

As Roscas

Feiras Novas

Chegaram as Feiras Novas, as tradicionais festas de Ponte de Lima. Logo que me foi possível visitei a vila e constatei que o ambiente, embora seja calmo, já começa a lembrar as "lotações esgotadas" de anos anteriores, com milhares de pessoas a percorrer as ruas de Ponte de Lima. Prevê-se que a Romaria que começou ontem (oficialmente) e que se realiza até ao dia 9 de Setembro anime os habitantes da vila, os visitantes e os turistas com os cantares ao desafio, as rusgas e as concertinas, tão próprias do seu povo.   
E este foi o lanche desta maravilhosa tarde! 
 

Os trajes mais bonitos da Romaria da Senhora d' Agonia

Hoje, no primeiro dia da Romaria da Senhora d' Agonia, as Mordomas saíram à rua para o "Desfile da Mordomia". No final, sorriam sem parar para centenas (arriscaria-me até a dizer milhares) de fotografias não só de turistas e jornalistas mas também dos moradores da linda cidade de Viana do Castelo. O ouro é sempre o tema mais comentado das reportagens televisivas mas gostaria de destacar os lindíssimos trajes presentes neste desfile. Em seguida, apresento-vos os quatro que mais gostei de ver desfilar pela cidade.

 

O Traje de Meia senhora é, segundo a Catarina, "o traje utilizado pela mulher recém-casada que, depois de o marido ir trabalhar para fora e como não tem dinheiro para comprar o traje completo, o compra por peças, aos poucos".

 Catarina

 

Traje à Lavradeira, traje utilizado em dias de festa pelas mulheres solteiras.

 Mafalda Rego

 

Traje de Lavradeira de Dó, caracterizado pelas cores mais sóbrias "para as senhoras não darem nas vistas quando os maridos estavam a trablhar fora", como me disse Sónia Braga, envergando este mesmo traje.

 Sónia Braga

Traje de Mordoma

Ana